Porque estou fechando meu Facebook?
A quem diga que não ter um Facebook é considerado estranho,
que hoje em dia chega a ser quase doentio não ter um. Há quem diga que se você
não tem Facebook, esconde algo, ou que sua vida é tão “bagunçada” que seria
impossível expô-la. Ainda, há quem diga que você pode ser um psicopata em potencial,
tal como afirmou a publicação alemã da
Der Taggspiegel. Existem pesquisas que dizem que o Facebook
pode ser prejudicial a pessoas com baixa auto-estima, mas também há pesquisas
que dizem que ter muitos amigos no facebook pode ocasionar baixa-autoestima (http://www.tecmundo.com.br/facebook/19720-por-que-voce-nao-deve-ter-mais-que-354-amigos-no-facebook.htm).
Bem, acredito que estas análises são umas putas
superficialidades. Porque seria “antinatural” não estar conectado ou vigiado
por essa massa online? Oras, quando não havia internet, as pessoas não eram menos
sociais do que hoje, pelo contrário, acredito que até eram mais sociáveis. E
entendo por ser social, não o número de conhecidos que você tem, e sim a
relação que você mantém com eles (sendo bem simplista).
Não acredito que o fato de não possuir “vida virtual”
signifique que a pessoa sofra de alguma psicose. E aproveitando o post da
Deborah
Klabin, faço das palavras dela, as minhas:
“.... Mas no meio disso alguém resolveu achar que o que acontece numa
plataforma fictícia é tão relevante quanto o que acontece ao vivo... O básico é
que ainda gosto de me surpreender com o delicado processo de conhecer uma
pessoa.
A escancaração de fatos absolutamente privados ou desinteressantes,
como mudanças de trabalho, fins e inícios de namoros ou de amizades, músicas
preferidas, livros preferidos –nunca lidos-, aquisições, vendas, furtos,
dívidas, faturamentos e roubos, opções políticas, estéticas, gastronômicas e
sexuais, não me interessam. Ou se me interessam, são fatos relativos a pessoas
que posso ligar, encontrar e saber de tudo isso com alguma privacidade e bom
senso.
E para o argumento mais ridículo e sem fundamento de que o Facebook é
essencial para manter as conexões e contatos: Quem quer te encontrar de
verdade, acha um jeito. Quem não quer, acha uma desculpa. Sempre foi assim e
vai continuar sendo ...“””
Claro que o Facebook tem algo de
bom. Por exemplo, encontrei pessoas que foram importantes para mim durante
minha infância e adolescência, que há muito não tinha notícias. Divulgação de
trabalhos em massa, etc. Realmente acho que profissionalmente, o Facebook
adiciona algo, assim como o Twitter. No entanto, no que diz respeito à vida
pessoal, não vejo motivos para continuar online.
Talvez eu esteja indo contra a
maré, e sei que quem rema contra a maré tem que remar muito mais forte. Mas essas
são minhas justificativas para estar deixando esta parte da minha “vida virtual”
de lado. Não é porque que sou louco, fraco, ou escondo algo, é simplesmente
porque quero viver mais o “real”.
Goodbye Stranger!
Não terei facebook, mas ainda
posso ser encontrado:
MSN: leofisicaufsc@hotmail.com
Hoje, é muito fácil mandar a tropa atacar, da tela do computador, com a coragem
que a distância dá. (Coração Blindado – Enghaw)