segunda-feira, abril 07, 2014

O preço que se paga

A troca equivalente é a lei básica da "alquimia", que se aplica à maior parte das situações. Ela impõe a teoria de que para se ganhar alguma coisa, é necessário sacrificar alguma outra coisa do mesmo valor. Criar coisas do nada, é impossível, 
"Tudo neste mundo pode ser explicado com base na alquimia. A Lei da Troca Equivalente. Direitos são dados no preço do dever." 
"Nada pode ser obtido sem uma espécie de sacrifício. Para se obter algo é preciso oferecer algo em troca de valor equivalente."
Corriqueiramente não se toma cuidado com o preço que se paga, e o amanha acaba se tornando palco de nossas queixas e lamentações.

segunda-feira, março 31, 2014

A vida é muito curta para vivermos sempre com o mesmo corte de cabelo ou curta demais para experimentarmos outros cortes?

domingo, março 30, 2014

Me sinto deslocado nestes tempos de café sem cafeína, cerveja sem álcool, esquerda light e diet indigestão.

terça-feira, fevereiro 18, 2014

Ao fim de tudo

...se alguém encontrou um sentido para a vida, chorou 
por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo 
transformando o silencio que até então é mudo 
naquela canção, que parece encontrar a razão 
mas que ao final se cala frente ao tempo 
que não para frente a nossa lucidez. ...

domingo, fevereiro 09, 2014

Do sentimento trágico da vida

Devo confessar, por mais dolorosa que seja esta confissão, que mesmo na época da fé simples da minha juventude eu não tremia diante das descrições do fogo do inferno, por mais terríveis fossem, pois sempre sentia que a ideia do nada era muito mais aterrorizante que o Inferno. Aquele que sofre vive, e aquele que vive no sofrimento ainda ama e espera, mesmo que sobre a entrada de sua morada esteja escrito "Abandone toda a esperança!". E é melhor viver na dor que deixar tranquilamente de existir. A verdade é que eu não podia acreditar nesse Inferno atroz, uma punição eterna, nem conseguia imaginar um Inferno mais autêntico que o do nada e de sua perspectiva.

Miguel de Unamuno

quinta-feira, maio 16, 2013

Hipocrisia on the table

Este será um post breve.

Estava cá pensando... Qual é a diferença entre assistir um programa como BBB ou discutir sobre um jogo de futebol? Não sou fã de fazer uma coisa nem outra. Não entendo esse pessoal que diz ser contra BBB, mas no dia seguinte ao jogo do time do seu coração, faz burburinho pra justificar a derrota (ou a vitória) do time. É tanto mimimi pra cá e mimimi pra lá. E no fim são duas coisas sem sentido.

quarta-feira, abril 24, 2013

Quebrando as regras.



Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer? 

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?  





De tempos em tempos reflito sobre esta música, não no sentido literal dela, mas no mundo que ela traz consigo. É que é assustador conhecermos a nós mesmo. Ao mesmo tempo em que é lindo.

Desde muito cedo somos programados a aceitar algumas coisas como verdades absolutas, e quando nos tornamos mais velhos não questionamos se estas verdades fazem sentido. Apenas repetimos o que nos foi passado. Não nos damos conta que convicções são como cárceres. Principalmente quando estas convicções tratam do comportamento humano. Daí advém vários preconceitos e intolerâncias.
Acontece que certo dia você acaba infrigindo uma destas regras que você tinha, até então, como verdade absoluta. Quando isto acontece, passamos por algo parecido com os estágios de Kübler-Ross (Negação/Isolamento, Raiva, Negociação/Dialogo, Depressão, Aceitação). 

Você fica atordoado, quieto, às vezes explode e depois fica decepcionado com você mesmo, acha que tudo está perdido e que você é indigno de qualquer coisa. Algumas pessoas param por aí. Tentam se conformar e lutam para enterrar o impulso que a fez tomar tal atitude que julga “incorreta”. Lutam contra um "monstro interior” na expectativa que consigam eliminar este monstro. Do meu ponto de vista, as pessoas não deveriam fazer isso. Tentar erradicar algo de sua existência apenas ignorando tal coisa ou tentando suplanta-lá radicalmente, traz consequências ainda piores. Vejo muitas pessoas ficarem doentes por causa disto. E é triste que nenhuma delas entenda ou queira ver o que está acontecendo. 

Ainda do meu ponto de vista, quando quebramos nossas próprias regras, temos que refletir o que nos motivou a fazer isto. Quando o fazemos, de inicio entramos em conflito com uma parte nossa que até então era desconhecida. Mas essa parte desconhecida faz parte do nosso ser, ela está ali te pedindo atenção. Não adianta tentar eliminá-la, deve-se aprender a conviver e trabalhar com ela, e se for o caso, direcioná-la para algo positivo. Não é fácil ficar de frente com nossos monstros. Eles nos mostram coisas que não gostaríamos de ver. 

Em geral, a maioria das pessoas que conheço não consegue encontrar seu "monstro" e bater um papo com ele. Acompanhadas de outras pessoas, algumas poucas conseguem chegar até lá. Enquanto que um número menor ainda tem coragem para ir até lá sozinhas. Depois de um papo com seu monstro interior, você nunca mais é o mesmo. Você volta de lá diferente, passa a ver você mesmo e o mundo de forma diferente, passa a entender o seu semelhante em outro nível e aquilo que te fazia mal parece mais natural, é como estar nas alturas.

Adaptando Nietzsche a este contexto, talvez nem todos estejam prontos para enfrentar seus monstros, é preciso ser feito para ele, se não há o perigo nada pequeno de ser resfriar. O gelo está perto, a solidão é monstruosa – mas quão tranquilas banham-se as coisas na luz! Com que liberdade se respira! Quantas coisas sente-se abaixo de si! – filosofia, tal como até agora a entendi e vivi, é a vida voluntária no gelo e nos cumes – a busca de tudo o que é estranho e questionável no existir, de tudo o que a moral até agora baniu.

Não sou psicólogo, terapeuta ou qualquer coisa afim. O texto que escrevi é feito de observações verificadas nas pessoas que me rodeiam, tendo principalmente, a mim próprio como objeto desta observação. 

Por fim, Gunnar Ekelöf magistralmente traduz o que somos:
“Cada individuo é um mundo povoado por criaturas cegas com indistinta revolta contra o Eu, o rei, quem os rege”.

terça-feira, março 26, 2013

A errônea prodigalidade no emprego do tempo

... Os homens não admitem que alguém confisque suas propriedades. Quando ocorre o menor conflito em torno dos limites, já recorrem a violência. Ao invés, toleram que outros lhe invadam a vida e até são eles mesmo a introduzirem os futuros possessores dela.
   Não se encontra ninguém que queira repartir seu dinheiro, mas a vida cada um partilha com muitos.
   Demonstram-se zelos na manutenção do patrimônio, porém, em se tratando de perda de tempo, manisfestam-se plenamente, pródigos, quando é o único bem para o qual a honestidade exige avareza.

   Eis que me apraz repreender alguém da categoria dos idosos, dizendo-lhe: Estamos vendo chegastes ao extremo da existência. Pois bem, convoca teus anos à prestação de contas. Computa para saber de quanto desse tempo és credor; qual a parcela que foi para a amiga; quanto para o governo; quanto o cliente ocupou; quanto em rixas com a  esposa; que fração para as caminhadas pela cidade em cumprimento aos deveres de cortesia.
   Acrescenta a isso as enfermidades que tu mesmo provocaste. Soma o tempo que, sem proveito, transcorreu. Então verás como tens bem menos anos do que contas.

   Tenta lembrar-te de quantas vezes perseverastes no mesmo propósito; de quantos dias transcorrestes com projeto definido; de quais tiraste proveito pessoal; de quanto teu rosto manteve-se em tranquila dignidade; de quanto teu espírito não se curvou ante a covardia; de quantas obras chegaste a termo, ao longo desse largo espaço de vida; de quantos te defraudaram sem que sentisses a falta; de quantos te furtaram a dor fútil, a alegria néscia. a avidez trepidante e a conversação comprometedora. Por fim, vê quão de pouco sobrou do que era mesmo teu.
   Eis porque entendes ser a tua morte extemporânea.

   Qual a causa de tudo isso ?
   É que estás a viver como se destinado a existir para todo o sempre. Não ocorre à tua mente a ideia da própria fragilidade. Deixas de observar quanto tempo já transcorreu. Esbanjas o tempo como se o tirasse de um reservatório pleno e abundante, no entanto, advém a hipótese segundo a qual bem aquele dia que direcionas para uma pessoa ou para algum negocio será o para ti o último.

   Temes todas as coisas mortais e a todas armas como imortais.
   Ouvirás então a muitos clamarem: "Aos cinquenta anos eu me retirarei para a aposentadoria e aos sessenta deixarei meus encargos".
   Oras, que garantia tens de viver tanto tempo? Quem autorizará para que tudo corra como programastes? Não te envergonhas de reservar para ti as sobras de vida e destinar ao cultivo da reflexão um tempo que não vale mais para coisa alguma?
   Ó que tardio esse intento de principiar a viver, quando estás por deixar a vida!
   Quanto de néscio nesse esquecimento de nossa mortalidade, ao deferir para os cinquenta ou sessenta anos os bons conselhos e querer situar o começo da vida onde poucos logram chegar.


Sêneca - A brevidade da vida - Capitulo 3

segunda-feira, março 25, 2013

Faça algo por você!


    Ultimamente tenho pensado muito sobre a vida, em várias das sua facetas. Confesso que não creio muito na existência de um Deus. Não que eu seja ateu, bem, eu estaria mais para um agnóstico. O que me parece estranho é depositar nossas esperanças num ser imaginário. Mesmo que exista, na dúvida, o melhor é fazer as coisas por você mesmo e não esperar que alguém as faça. Do contrário, é desculpa para preguiça.

    A cada manchete, um escândalo. Não entendo o que acontece com o ser humano. Será que em outros tempos as pessoas também fediam a lixo? Manchetes tão fúteis, falando de vida de celebridade, a garota pelada da vez ou o pastor que ficou rico explorando um bando de idiotas. E diga-se, se são idiotas a ponto de serem enganados deste jeito, talvez mereçam isso. São enganados pelos seus próprios desejos e ambições. 

    Até mesmo as manchetes que parecem Cult são um lixo. Discutir ideias pode parecer nobre, mas não quando se esquece da causa do debate. É aquela história: "...o jogo não importa, ninguém tá assistindo, tudo se reduz a um campo de batalha e a verdade passa ao largo, como se não existisse..."
    Por falar em idiotice,  o que é essa "guerra dos sexos”?  Claro que todas as mulheres deveriam lutar pelos seus direitos, e todos deveriam ter os mesmos direitos enquanto seres humanos. Acontece que algumas delas exageram e levam o feminismo a extremos, a ponto de discriminar outro ser humano, apenas por ele ser homem. Em cada esquina vê machismo. Nessa situação, qual a diferença do feminismo para o machismo? O mesmo vale para os homens idiotas que pensam ser melhores do que mulheres, só por terem um pal. Como se isso fosse sinônimo de algo. No fim, tudo que é levado ao extremo se torna banal. 

        Antigamente eu era contra as críticas do "cárcere de ferro". Porém, será que eles realmente não estão um pouco corretos? Posso parecer idiota e até estar errado nessa afirmativa, que há tempos atrás eu discordava, mas diante do cenário atual, reflito:
"""... Ironicamente, os críticos do "cárcere de ferro", no século XX, adotam a perspectiva do carcereiro: como os confinados são desprovidos do sentimento interior de liberdade e dignidade, o cárcere não é uma prisão, apenas fornece a uma raça de inúteis o vazio que eles imploram e de que necessitam (...) Muitos pensadores do século XX passaram a ver as coisas deste modo: as massas pululantes, que nos pressionam no dia-a-dia e na vida do Estado, não têm sensibilidade, espiritualidade ou dignidade como as nossas ...""" M BERMAN - Tudo que é sólido desmancha no ar.

   Ai alguém vai pensar: "mas nossa, você ta sendo muito radical, você precisa de Deus no coração". Meu caro, se você acha isso, eu tenho um FODA-SE bem grande pra você. Eu preciso é que as pessoas parem de ser idiotas. Ao invés de ficar procurando culpados, resolvam os seus problemas antes. Não espere a solução cair do céu (ele não vai cair, mesmo!). Faça-me um favor, não fique esperando. Faça algo por você.

Ok, eu poderia escrever melhor e muito mais. Mas não. Isto é só um desabafo. T+

segunda-feira, março 04, 2013

Vícios de linguagem

Algumas pessoas só querem ver o circo pegar fogo.

 
Vícios de linguagem

Tudo se resume a uma briga de torcidas
E a gente ali no meio, no meio das bandeiras
O jogo não importa, ninguém tá assistindo
E a gente ali no meio, no meio da cegueira
Tudo se reduz a um campo de batalha
E a gente ali no meio
Tudo se resume a disputa entre partidos
Lama na imprensa, sangue nas bandeiras
A verdade passa ao largo, como se não existisse
E a gente ali no meio, como se não existisse
Tudo se reduz, a uma cruz e uma espada
Tchê, de que lado tu estás?
Ninguém pode agradar os dois lados
Hey, it's time to make a choice
We all want to hear your voice (it's true)
Faça a sua aposta, tome a sua decisão
Tudo se produz na mesma linha de montagem
Apogeu e decadência na mais nobre linhagem
Votos de silêncio... vícios de linguagem
Nada traduz
Hey, don't you know that you are
In the middle of a war (yes, you are)
Tchê, de que lado tu estás?
Ninguém pode ficar no meio do tiroteio
Now it's time to say whose side you're on

Tudo se resume, se presume, se reduz
E o principal fica fora do resumo

domingo, dezembro 23, 2012

A minha realidade

Universos paralelos existem. Sim, existem. Pense comigo, o que é um universo? O que é uma realidade?
A roupa que é branca para mim, talvez não seja tão branca para outra pessoa.
Comer carne de vaca, pra mim é normal, para o hindu elas são sagradas. 
Há quem acredite em um Deus, há quem acredite em vários Deuses, e há quem não creia em Deus algum.
Cada ser, é um universo, e este universo representa uma realidade em particular. É a realidade criada pelo ser que interpreta o universo, o universo em que vive. Assim há no mínimo tantas realidades quantos seres humanos. Será que existiria realidade se não houvessem seres inteligentes, ou no mínimo, seres vivos? 
É impossível para o ser humano compreender o universo pelo universo um si, e isto acontece porque o ser humano está contido no universo. A simples observação da realidade resulta na sua modificação, pelo menos enquanto realidade do indivíduo. Porém, independente de quantas realidades existam, o universo continua sendo ele mesmo, não se da conta e não se preocupa com  a minha ou com a sua existência,  ou das nossas teorias para compreende-lo. 

terça-feira, setembro 25, 2012

Adeus Facebook



Porque estou fechando meu Facebook?

A quem diga que não ter um Facebook é considerado estranho, que hoje em dia chega a ser quase doentio não ter um. Há quem diga que se você não tem Facebook, esconde algo, ou que sua vida é tão “bagunçada” que seria impossível expô-la. Ainda, há quem diga que você pode ser um psicopata em potencial, tal como afirmou a publicação alemã da Der Taggspiegel. Existem pesquisas que dizem que o Facebook pode ser prejudicial a pessoas com baixa auto-estima, mas também há pesquisas que dizem que ter muitos amigos no facebook pode ocasionar baixa-autoestima (http://www.tecmundo.com.br/facebook/19720-por-que-voce-nao-deve-ter-mais-que-354-amigos-no-facebook.htm).

Bem, acredito que estas análises são umas putas superficialidades. Porque seria “antinatural” não estar conectado ou vigiado por essa massa online? Oras, quando não havia internet, as pessoas não eram menos sociais do que hoje, pelo contrário, acredito que até eram mais sociáveis. E entendo por ser social, não o número de conhecidos que você tem, e sim a relação que você mantém com eles (sendo bem simplista).
Não acredito que o fato de não possuir “vida virtual” signifique que a pessoa sofra de alguma psicose. E aproveitando o post da Deborah Klabin, faço das palavras dela, as minhas:

“.... Mas no meio disso alguém resolveu achar que o que acontece numa plataforma fictícia é tão relevante quanto o que acontece ao vivo... O básico é que ainda gosto de me surpreender com o delicado processo de conhecer uma pessoa.
A escancaração de fatos absolutamente privados ou desinteressantes, como mudanças de trabalho, fins e inícios de namoros ou de amizades, músicas preferidas, livros preferidos –nunca lidos-, aquisições, vendas, furtos, dívidas, faturamentos e roubos, opções políticas, estéticas, gastronômicas e sexuais, não me interessam. Ou se me interessam, são fatos relativos a pessoas que posso ligar, encontrar e saber de tudo isso com alguma privacidade e bom senso.
E para o argumento mais ridículo e sem fundamento de que o Facebook é essencial para manter as conexões e contatos: Quem quer te encontrar de verdade, acha um jeito. Quem não quer, acha uma desculpa. Sempre foi assim e vai continuar sendo ...“””

Claro que o Facebook tem algo de bom. Por exemplo, encontrei pessoas que foram importantes para mim durante minha infância e adolescência, que há muito não tinha notícias. Divulgação de trabalhos em massa, etc. Realmente acho que profissionalmente, o Facebook adiciona algo, assim como o Twitter. No entanto, no que diz respeito à vida pessoal, não vejo motivos para continuar online.

Talvez eu esteja indo contra a maré, e sei que quem rema contra a maré tem que remar muito mais forte. Mas essas são minhas justificativas para estar deixando esta parte da minha “vida virtual” de lado. Não é porque que sou louco, fraco, ou escondo algo, é simplesmente porque quero viver mais o “real”.
Goodbye Stranger!


Não terei facebook, mas ainda posso ser encontrado:
MSN: leofisicaufsc@hotmail.com

Hoje, é muito fácil mandar a tropa atacar, da tela do computador, com a coragem que a distância dá. (Coração Blindado – Enghaw)

sexta-feira, setembro 14, 2012

A descortesia do silêncio

Há algum tempo li a seguinte frase de Nietzsche:

"A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o
silêncio"


Antes de ter conhecimento desta frase, por Nietzsche, eu já havia me deparado com esta
atitude. Em geral, era a atitude que eu tinha, e confesso que algumas vezes ainda tenho.

Quem me levou a refletir sobre isto foi minha namorada, numa de nossas DR =). E
pensando mais profundamente sobre esta maneira de agir, concordo que em algumas
situações, o silencio pode ser a grosseria mor.

Segundo Percy, na sua reflexão em torno da frase de Nietzsche, esta atitude é um
comportamento infantil, porém muito mais comum do que se imagina. Ele expõe o
seguinte exemplo:

"""A está chateado com B e parou de falar com B desde que este se esqueceu de
lhe dar os parabéns pelo aniversário. A deveria ter dito: “Você não sabe que dia
foi ontem?”, mas, como ficou magoado com a falta de atenção do amigo – que, na
realidade, foi apenas um esquecimento –, resolveu pagar na mesma moeda: o silêncio.
B acabou se chateando com A, que de uma hora para outra deixou de atender seus
telefonemas e,quando conseguiram se falar, não se mostrou nada gentil. """


Ainda de acordo com Percy, a falta de comunicação também está na origem de muitos
conflitos vividos no ambiente de trabalho. Eu vou um pouco além, digo que a falta de
comunicação esta na origem de muitos outros tipos de conflitos, e de modo geral, em
cada vertente do cotidiano.

Então fica a dica: “é melhor expressar nossos sentimentos – mesmo sem encontrar
as palavras adequadas – do que ofender com o silêncio.”
– Afinal, questões não
esclarecidas podem nos levar a erros de julgamentos.

Referência: Allan Percy - Nietzsche para estressados.