terça-feira, agosto 28, 2007

infinita highway

Florianópolis - Brasil:
Bom dia caros desbravadores do mar eletrônico. Este post é só um compartilhamento do meu pensamento de hoje de manhã cedo. (acho que é o primeiro post com cara de post)
Lá estava eu, indo para o meu trabalho, alegre e sorridente, até o momento em que adentrei à avenida Beira-mar Norte. É uma avenida larga, beirando o mar (o nome já diz né?) com três pistas de rolamento em cada sentido, tem uma velocidade máxima de 22,2 m/s. Como uma avenida com mais de uma pista de rolamento, ela é divida em pista para veículos em velocidade alta, e pista para veículos em velocidade baixa.

Bem, o que me deixou bravo, foi, q eu estava na pista para veículos rápidos (esquerda), e me deparei com uma senhorita a minha frente (pista da esquerda), dirigindo um Ford Focus (que não é um carro fraco) a 60 Km/h (devagar). Isso me deixou frustrado, pois ela deveria ter a consciência que se gosta de andar devagar, deveria estar na pista da direita, deste modo ela estava travando o fluxo, forçando os motoristas a ultrapassar pela direita, o que também não é correto. Fiquei P da vida, tive vontade de ter um caminhão, pra passar por cima. Bem, mas como não tinha um caminhão eu não passei por cima, não buzinei e nem fiz sinais obscenos, apenas a troquei de pista e ultrapassei.

Enfim, esse é só um exemplo das “barberisses” que acontece no transito. Se a fiscalização no Brasil fosse executar o que ta escrito em uns papeizinhos aí... Metade dos condutores estariam impossibilitados de conduzir um veiculo.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Limite singular-universal

Existem muitas variáveis, variáveis que com a minha ignorância (pouca experiência de vida etc. e tal) não consigo levar em conta (talvez) , na minha visão macroscópica de quantidade-de-materia brasileira. Sendo assim, talvez o que esteja escrevendo seja uma tolice.

Vi poucas melhorias no Brasil nos últimos oito anos. Vi mais coisas-que-a-gente-faz-no-banheiro do que antigamente se via. Talvez porque antes não houvera alguém para mostrar, ou porque eu não enxergava.

Eu me pergunto, onde estão os homens do tempo da legalidade, "onde estão os caras que diziam que a guerra ia acabar”? Estão no poder! Os mesmo que deram voz ao povo, hoje silenciam e entorpecem a quantidade-de-materia brasileira, com suas desculpas esfarrapadas e métodos de faz de conta. A quantidade-de-materia foi levada (será que foi?) a não interessar-se por melhorias coletivas. Esquecem (ou nunca souberam) que sem pequenas mudanças (no eu) não há transformações cosmopolitanas. Pensam que as coisas se resolvem por-si-mesmas, acostumaram-se com o jeitinho brasileiro de viver. Jeitinho medíocre de ser.

Antigamente as grandes manifestações eram promovidas por indivíduos de "esquerda", hoje a "esquerda" está no poder, seguido de prostitutas de direita. Logo o povo perdeu o norte. O pseudo-norte que tinha, ou norte viúva-negra. Infelizmente, como diz o ditado, cada povo tem o governo que merece.

Estude mais, tenha mais força de vontade, deixe de olhar só pro seu umbigo, olhe pra dentro que você verá o que tem fora, quantidade-de-materia brasileira. (eu sei que isso nem sempre é possível, e que se isso bastasse, talvez fosse menos difícil.)

O que falta, são pessoas que desconheçam o limite singular-universal em prol da humanidade.

quarta-feira, agosto 15, 2007

E é tão facil esquecer q a coisa toda ta errada...

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos de que dispunha naquele dia atribulado para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, Além de planejar minha viagem de férias, que há tempos não sei o que são.

Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga,uma salada e um suco de laranja, pois afinal de contas fome é fome, mas regime é regime, né? Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:

-Tio, dá um trocado?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, compro um para você.

Para variar, minha caixa de entrada estava lotada de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas. Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos.

- Tio, pede para colocar margarina e queijo também?

Percebo que o menino tinha ficado ali.

- OK, mas depois me deixe trabalhar, pois estou muito ocupado, tá?

Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir. Meus resquícios de consciência me impedem de dizer. Digo que está tudo bem.

- Deixe-o ficar. Traga o pão e mais uma refeição decente para ele.

Então o menino se sentou à minha frente e perguntou:

- Tio, o que está fazendo?
- Estou lendo uns e-mails.
- O que são e-mails?
- São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet.

Sabia que ele não iria entender nada, mas a título de livrar-me de maiores questionários disse:

- É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Tio, você tem Internet?
- Tenho sim, é essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet, tio?
- É um local no computador onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem tudo no mundo virtual.

- E o que é virtual, tio?

Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.

- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase
como queríamos que fosse.

- Legal isso. Gostei!
- Mocinho, você entendeu o que é virtual?
- Sim, tio, eu também vivo neste mundo virtual.
- Você tem computador?
- Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo. Eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome, e eu dou água para ele pensar que é sopa. Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas eu não entendo, pois ela sempre volta com o corpo. Meu pai está na cadeia há muito tempo. Mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida muitos brinquedos de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia. Isto não é virtual, tio?

Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado. Esperei que o menino terminasse de literalmente 'devorar' o prato dele, paguei a conta e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que eu já recebi na vida, e com um 'Brigado tio, você é legal!'.

Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias,
enquanto a realidade cruel rodeia de verdade, e fazemos de conta que não percebemos!

Autor Desconhecido.