quarta-feira, setembro 26, 2007

Birobidjan

No século XIX, já se sabia...

"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar este questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria priveligiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o provo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo.

Quem duvida disso, não conhece a natureza humana"

Mikhail Bakunin

quinta-feira, setembro 13, 2007

Futuro Científico

Eu, como graduando de física, me preocupo seriamente com o futuro científico no Brasil. A historia não mente, quem conhece um pouco da vida de alguns inventores brasileiros saberá do que estou falando. E agora ainda querem acabar com a universidade publica, transformar tudo em centros tecnológicos, cursos tecnológicos, ou seja, acabar com a pesquisa e construção de conhecimento, estão apenas interessados em construir mão de obra qualificada para as empresas multinacionais que vem (ainda vem?) ao Brasil atrás de mão de obra barata (que não é tão barata).

Achei interessante esse trecho:

PALAVRAS DO SENADOR LÚCIO ALCÂNTARA EM DISCURSO PRONUNCIADO EM 26 DE JANEIRO DE 1999 ..........

......Constatamos assim, Srªs e Srs. Senadores, que a "dupla alienação" entre os setores industrial e científico-tecnológico não foi ainda superada, não obstante todos os esforços envidados nesse sentido. Podemos mesmo indagar se não há um forte fator cultural prejudicando a nossa performance na área tecnológica. É o raciocínio que me ocorre ao pensar sobre fatos históricos como a antecipação da descoberta do rádio pelo padre brasileiro Roberto Landell de Moura, realizando em 1893 uma transmissão de muito melhor qualidade do que a feita um ano após pelo italiano Marconi. Mesmo tendo registrado patentes no Brasil e nos Estados Unidos, o padre Moura desiste de seu invento, depois de inúmeras e infrutíferas tentativas de vê-lo reconhecido e apoiado pelas autoridades brasileiras. Não nos falta, portanto, talento inventivo, como poderiam prová-lo outros tantos brasileiros ilustres, tais como, para citar apenas mais um, o extraordinário Alberto Santos Dumont. Falta-nos, decerto, o desenvolvimento de um senso prático que permita valorizar e melhor aproveitar, econômica e socialmente, o talento de nossos inventores e pesquisadores.

E outro também, sobre o Landell de Moura :

“....em 1903, ao retornar ao Brasil após uma estadia de três anos nos Estados Unidos, ainda teve energia para enviar uma carta ao presidente da República, Rodrigues Alves. Solicitava dois navios da esquadra de guerra para demonstrar seus inventos que revolucionariam a comunicação (até mesmo para comunicação interplanetária, acertadamente sugeriu).

O assistente do presidente, no entanto, preferiu interpretá-lo como um "maluco" e o pedido foi negado. Na Itália, quando fez um pedido semelhante, Marconi teve toda a esquadra à disposição.

Landell só conseguiria realizar demonstrações públicas de seu invento com navios da Marinha em 1905 e mesmo assim não conseguiu financiamento privado ou governamental para continuar suas pesquisas nem para construir equipamentos de rádio em escala industrial .... “

É isso ai pessoal...