segunda-feira, novembro 30, 2009

Que engraçado, o meu post de 25 Setembro 2009, intitulado "O interesse", foi escrito antes de eu conhecer um pouco sobre O Fausto, de Goethe. Porém, o que falei, se assemelha com uma das fazes do personagem. Estranho. :P

sexta-feira, novembro 06, 2009

O turbilhão

Hoje vou falar um pouco sobre músicas inspiradas em filosofia (quer dizer, vou falar da minha banda preferida), e para isso, nada melhor que falar de Engenheiros do Hawaii!
Há quem diga, que as letras do Gessinger saem de uma máquininha de fazer músicas "nada-a-ver", pois nao dizem nada com nada. Porém, vou mostrar que no mínimo, as letras da banda tem algum fundamento filosófico.
Escolhi uma música para exemplificar, ela se chama "O olho do furacão":

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Tudo muda ao teu redor, o que era certo, sólido
dissolve, desaba, dilui, desmancha no ar
no moinho, giram as pás, e o tempo vira pó
de grão em grão, por entre os dedos, tudo parece escapar

estamos no centro, por dentro de tudo, no olho do furacão
estamos no centro de tudo que gira, na mira do canhão
se for parar pra pensar, não vai sair do lugar

!não tem parada errada, não! no olho do furacão

tudo gira ao teu redor o que era certo, sólido
evapora, vai-se embora, o que era líquido e certo

estamos no centro, por dentro de tudo, no olho do furacão
estamos no centro de tudo que gira, na mira do canhão
se for parar pra pensar, não vai sair do lugar
!não tem parada errada, não! no olho do furacão
no olho do furacão...
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Nessa música, temos sem dúvida, um pouco de Marx, com o famoso "Tudo que é sólido se desmancha no ar" e Rosseau, com o "tourbillon social" - novela (não aquela que passa na globo, mas sim o gênero literário) A nova Heloísa. Por exemplos assim, que engenheiros do hawaii realmente é a melhor banda de todas :D (Sem falar da música em sí, que é d+)

Aí depois vem pessoas me dizer que as músicas deles não dizem nada com nada. No fim, essas pessoas é que não entendem nada com nada... para elas, o q vale é o pagode de cada dia. Sim, eu não gosto de pagode, nem funk, nem axé e nem sertanejo, e nem suas variantes.. Não sei o que a massa vê em lixos como esse. Bem.. fazer o quê? Como dizia Voltaire: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz,mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las".

Ah! Assistam ao filme "Ponto de Mutação"

terça-feira, outubro 13, 2009

(...) É engraçado, ás vezes a gente sente fica pensando
Que encontrou tudo o que a vida poderia oferecer
E em cima disso a gente constrói os nossos sonhos
Os nossos castelos e cria um mundo DE ENCANTO onde tudo é belo (...)

quinta-feira, outubro 08, 2009

Forma futurista de modernidade

(...) Ironicamente, os críticos do "cárcere de ferro", no século XX, adotam a perspectiva do carcereiro: como os confinados são desprovidos do sentimento interior de liberdade e dignidade, o cárcere não é uma prisão, apenas fornece a uma raça de inúteis o vazio que eles imploram e de que necessitam (...) Muitos pensadores do século XX passaram a ver as coisas deste modo: as massas pululantes, que nos pressionam no dia-a-dia e na vida do Estado, não têm sensibilidade, espiritualidade ou dignidade como as nossas.

É triste, mas esse pensamento "futurista" me rodeia, e rodeia você também (não diga que não) seja com o todo, ou seja com a moça da novela.

sexta-feira, setembro 25, 2009

O sonho

Engraçado, em certa noite desta semana eu tive um sonho legal.
Aqui perto de floripa tem uma cidadezinha chamada Biguaçu (sem rimas, por favor :P). Por sua vez, a BR 101 passa por certo ponto dessa cidade, ponto este que beira o mar. É uma visão bonita. E é nesta visão que meu sonho se inicia (pelo menos a parte da qual me lembro).
Lembro de estar andando, ou levitando (e por que não? O sonho é meu) pelas ruelas a beira-mar dessa cidadezinha. Era um dia com Sol, não sei ao certo o horário, mas o sol era brando, como o Sol das quatro. A certa altura, de modo inexplicável, me vou para dentro de uma igreja. Não entrei pela porta, eu apareci dentro da igreja, simplismente apareci. Era uma igreja no estilo gótico, porém, por dentro era bem clara, paredes brancas, não tinha bancos. Tinha sim, pessoas dançando - bailarinos. E tinha também um tapete vermelho largo e centralizado, que ia do fundo até a porta de entrada.
Passei pelos bailarinos (levitando), parece que nínguem me via, porém eu pensava algo sobre essas pessoas, na monotonia da coisa ou algo parecido.
Quando dei por mim, tinha saído pela porta (pelo porta?) e estava no pátio/estacionamento da igreja, onde tinham várias pessoas andado para lá e para cá. Novamente pensei, em relação a estas pessoas, as mesmas coisas que pensei em relação aos bailarinos. Nesse momento, ou pouco depois de eu "caminhar", passa por mim um casal - ainda tenho o rosto de um deles bem vivo na lembrança - tal que um deles me olha. Instintivamente eu sabia que esse casal não era dali, ou pelo menos, eram pessoas diferentes de todos os outros que ali estavam. Fiquei muito alegre ao vê-los, senti algo bom, uma grande alegria, que não sei descrever, porque até hoje nunca a senti (eu não lembro de ter) estando acordado. Foi algo atordoador, tive que parar e me segurar numa placa de sinalização que estava logo à frente.
Em seguida, acordei.

O interesse

Eu percebi que, meu interesse pelas pessoas, é inversamente proporcional ao quanto me dedico em adquirir conhecimento filosófico/social. Se passo tempo demais com pessoas, parece que pauso ou, às vezes, até retrocedo, em certos aspectos que tenho como princípios básicos do ato de ser. Por outro lado, se coloco em prática esse mesmos princípios, me afasto das pessoas comuns. Vou pensar melhor (e novamente) sobre isso.

terça-feira, agosto 04, 2009

Hey, it's time to make a choice
We all want to hear your voice (it's true).

Hey, don't you know that you are
In the middle of a war (yes, you are)

Now it's time to say whose side you're on

sexta-feira, maio 22, 2009

Às vezes, eu penso sobre ser e parecer. O conflito entre essência e aparência. “O que o indivíduo realmente é no seu íntimo e aquilo que a sociedade, com suas regras e convenções, o obriga a aparentar ser. Quando esse conflito se torna insuportável, o resultado quase sempre é a loucura”. Felizmente consigo ser sem a preocupação de parecer.

quinta-feira, abril 09, 2009

quinta-feira, abril 02, 2009

Hoje eu me dei conta de duas coisas:
- Eu me sustento (a ficha ainda não tinha caído).
- Tenho sido preconceituoso.

Quanto a este último, me dei conta quando estava pensando como pessoas ricas menosprezam outras que não tem poder aquisitivo, sem ao menos a conhecer, julgando apenas pela aparência. Eu sempre fiquei chateado com isso, no entanto, me dei conta que faço o mesmo. Não que eu seja rico, mas às vezes menosprezo pessoas quando percebo que ela parece ser intelectual ou culturalmente inferior a mim. E faço isso apenas olhando a pessoa e fazendo pré-julgamentos, como por exemplo, ao analisar seu modo de falar. No fim, eu acabo sendo preconceituoso. Mas pretendo parar de fazer isso, e antes de criar qualquer opinião tentarei conhecê-la melhor.

sexta-feira, março 06, 2009

Apenas para registrar

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos .
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

AMIZADE!!!!!! (Vinícius de Moraes,1913-1980)