sexta-feira, setembro 25, 2009

O sonho

Engraçado, em certa noite desta semana eu tive um sonho legal.
Aqui perto de floripa tem uma cidadezinha chamada Biguaçu (sem rimas, por favor :P). Por sua vez, a BR 101 passa por certo ponto dessa cidade, ponto este que beira o mar. É uma visão bonita. E é nesta visão que meu sonho se inicia (pelo menos a parte da qual me lembro).
Lembro de estar andando, ou levitando (e por que não? O sonho é meu) pelas ruelas a beira-mar dessa cidadezinha. Era um dia com Sol, não sei ao certo o horário, mas o sol era brando, como o Sol das quatro. A certa altura, de modo inexplicável, me vou para dentro de uma igreja. Não entrei pela porta, eu apareci dentro da igreja, simplismente apareci. Era uma igreja no estilo gótico, porém, por dentro era bem clara, paredes brancas, não tinha bancos. Tinha sim, pessoas dançando - bailarinos. E tinha também um tapete vermelho largo e centralizado, que ia do fundo até a porta de entrada.
Passei pelos bailarinos (levitando), parece que nínguem me via, porém eu pensava algo sobre essas pessoas, na monotonia da coisa ou algo parecido.
Quando dei por mim, tinha saído pela porta (pelo porta?) e estava no pátio/estacionamento da igreja, onde tinham várias pessoas andado para lá e para cá. Novamente pensei, em relação a estas pessoas, as mesmas coisas que pensei em relação aos bailarinos. Nesse momento, ou pouco depois de eu "caminhar", passa por mim um casal - ainda tenho o rosto de um deles bem vivo na lembrança - tal que um deles me olha. Instintivamente eu sabia que esse casal não era dali, ou pelo menos, eram pessoas diferentes de todos os outros que ali estavam. Fiquei muito alegre ao vê-los, senti algo bom, uma grande alegria, que não sei descrever, porque até hoje nunca a senti (eu não lembro de ter) estando acordado. Foi algo atordoador, tive que parar e me segurar numa placa de sinalização que estava logo à frente.
Em seguida, acordei.

O interesse

Eu percebi que, meu interesse pelas pessoas, é inversamente proporcional ao quanto me dedico em adquirir conhecimento filosófico/social. Se passo tempo demais com pessoas, parece que pauso ou, às vezes, até retrocedo, em certos aspectos que tenho como princípios básicos do ato de ser. Por outro lado, se coloco em prática esse mesmos princípios, me afasto das pessoas comuns. Vou pensar melhor (e novamente) sobre isso.