domingo, dezembro 23, 2012

A minha realidade

Universos paralelos existem. Sim, existem. Pense comigo, o que é um universo? O que é uma realidade?
A roupa que é branca para mim, talvez não seja tão branca para outra pessoa.
Comer carne de vaca, pra mim é normal, para o hindu elas são sagradas. 
Há quem acredite em um Deus, há quem acredite em vários Deuses, e há quem não creia em Deus algum.
Cada ser, é um universo, e este universo representa uma realidade em particular. É a realidade criada pelo ser que interpreta o universo, o universo em que vive. Assim há no mínimo tantas realidades quantos seres humanos. Será que existiria realidade se não houvessem seres inteligentes, ou no mínimo, seres vivos? 
É impossível para o ser humano compreender o universo pelo universo um si, e isto acontece porque o ser humano está contido no universo. A simples observação da realidade resulta na sua modificação, pelo menos enquanto realidade do indivíduo. Porém, independente de quantas realidades existam, o universo continua sendo ele mesmo, não se da conta e não se preocupa com  a minha ou com a sua existência,  ou das nossas teorias para compreende-lo. 

terça-feira, setembro 25, 2012

Adeus Facebook



Porque estou fechando meu Facebook?

A quem diga que não ter um Facebook é considerado estranho, que hoje em dia chega a ser quase doentio não ter um. Há quem diga que se você não tem Facebook, esconde algo, ou que sua vida é tão “bagunçada” que seria impossível expô-la. Ainda, há quem diga que você pode ser um psicopata em potencial, tal como afirmou a publicação alemã da Der Taggspiegel. Existem pesquisas que dizem que o Facebook pode ser prejudicial a pessoas com baixa auto-estima, mas também há pesquisas que dizem que ter muitos amigos no facebook pode ocasionar baixa-autoestima (http://www.tecmundo.com.br/facebook/19720-por-que-voce-nao-deve-ter-mais-que-354-amigos-no-facebook.htm).

Bem, acredito que estas análises são umas putas superficialidades. Porque seria “antinatural” não estar conectado ou vigiado por essa massa online? Oras, quando não havia internet, as pessoas não eram menos sociais do que hoje, pelo contrário, acredito que até eram mais sociáveis. E entendo por ser social, não o número de conhecidos que você tem, e sim a relação que você mantém com eles (sendo bem simplista).
Não acredito que o fato de não possuir “vida virtual” signifique que a pessoa sofra de alguma psicose. E aproveitando o post da Deborah Klabin, faço das palavras dela, as minhas:

“.... Mas no meio disso alguém resolveu achar que o que acontece numa plataforma fictícia é tão relevante quanto o que acontece ao vivo... O básico é que ainda gosto de me surpreender com o delicado processo de conhecer uma pessoa.
A escancaração de fatos absolutamente privados ou desinteressantes, como mudanças de trabalho, fins e inícios de namoros ou de amizades, músicas preferidas, livros preferidos –nunca lidos-, aquisições, vendas, furtos, dívidas, faturamentos e roubos, opções políticas, estéticas, gastronômicas e sexuais, não me interessam. Ou se me interessam, são fatos relativos a pessoas que posso ligar, encontrar e saber de tudo isso com alguma privacidade e bom senso.
E para o argumento mais ridículo e sem fundamento de que o Facebook é essencial para manter as conexões e contatos: Quem quer te encontrar de verdade, acha um jeito. Quem não quer, acha uma desculpa. Sempre foi assim e vai continuar sendo ...“””

Claro que o Facebook tem algo de bom. Por exemplo, encontrei pessoas que foram importantes para mim durante minha infância e adolescência, que há muito não tinha notícias. Divulgação de trabalhos em massa, etc. Realmente acho que profissionalmente, o Facebook adiciona algo, assim como o Twitter. No entanto, no que diz respeito à vida pessoal, não vejo motivos para continuar online.

Talvez eu esteja indo contra a maré, e sei que quem rema contra a maré tem que remar muito mais forte. Mas essas são minhas justificativas para estar deixando esta parte da minha “vida virtual” de lado. Não é porque que sou louco, fraco, ou escondo algo, é simplesmente porque quero viver mais o “real”.
Goodbye Stranger!


Não terei facebook, mas ainda posso ser encontrado:
MSN: leofisicaufsc@hotmail.com

Hoje, é muito fácil mandar a tropa atacar, da tela do computador, com a coragem que a distância dá. (Coração Blindado – Enghaw)

sexta-feira, setembro 14, 2012

A descortesia do silêncio

Há algum tempo li a seguinte frase de Nietzsche:

"A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o
silêncio"


Antes de ter conhecimento desta frase, por Nietzsche, eu já havia me deparado com esta
atitude. Em geral, era a atitude que eu tinha, e confesso que algumas vezes ainda tenho.

Quem me levou a refletir sobre isto foi minha namorada, numa de nossas DR =). E
pensando mais profundamente sobre esta maneira de agir, concordo que em algumas
situações, o silencio pode ser a grosseria mor.

Segundo Percy, na sua reflexão em torno da frase de Nietzsche, esta atitude é um
comportamento infantil, porém muito mais comum do que se imagina. Ele expõe o
seguinte exemplo:

"""A está chateado com B e parou de falar com B desde que este se esqueceu de
lhe dar os parabéns pelo aniversário. A deveria ter dito: “Você não sabe que dia
foi ontem?”, mas, como ficou magoado com a falta de atenção do amigo – que, na
realidade, foi apenas um esquecimento –, resolveu pagar na mesma moeda: o silêncio.
B acabou se chateando com A, que de uma hora para outra deixou de atender seus
telefonemas e,quando conseguiram se falar, não se mostrou nada gentil. """


Ainda de acordo com Percy, a falta de comunicação também está na origem de muitos
conflitos vividos no ambiente de trabalho. Eu vou um pouco além, digo que a falta de
comunicação esta na origem de muitos outros tipos de conflitos, e de modo geral, em
cada vertente do cotidiano.

Então fica a dica: “é melhor expressar nossos sentimentos – mesmo sem encontrar
as palavras adequadas – do que ofender com o silêncio.”
– Afinal, questões não
esclarecidas podem nos levar a erros de julgamentos.

Referência: Allan Percy - Nietzsche para estressados.

quarta-feira, junho 27, 2012

Os deuses dão as cartas... o resto é com você

Os religiosos que me desculpem, ou não.  Mas cada vez que vejo a frase "Deus é Fiel", penso: "WTF, man!?!?!"

Supondo que Deus exista, e seja o ser todo poderoso do universo, a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas, eterno, imutável, imaterial, único, onipotente e soberanamente justo e bom. Não entendo esta frase.

O correto não seria dizer: "Eu sou fiel a Deus" ? Pois, Deus sendo a perfeição, poderia ele não ser Fiel ? Será que esta é a forma correta de expressar este sentimento de "Confiança" ?
Bem, agora os humanos sim, estes podem ou não ser fieis (seja lá ao que for).

Quando vejo, por exemplo, um carro com esta frase estampada no vidro traseiro em letras que parecem terem sido feitas em Itú, penso seriamente sobre esta pessoa.

A ironia vem mesmo, quando vejo esta pessoa dirigindo de forma absurda no trânsito, realizando atrocidades na pista e jugando que os "outros" é que estão errados. E no meio disto tudo, a frase "Deus é Fiel" está reluzindo na traseira do automóvel. Me parece um paradoxo.

Termino este post com a seguinte frase:

"...Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível.." Albert Einstein


obs. A questão não é a existencia ou não de Deus. Nem se a pessoa que vos fala tem fé em Deus, crê em Deus, ou quer que tudo vá para o inferno (supondo que ele exista). Então por favor, não fiquem demagogiando esta questão

sexta-feira, junho 22, 2012

No fim da faculdade falta tempo.


Aguardo ansiosamente pelo fim deste ciclo. Aspiro por novidades. Quero tempo para me dedicar  a novos projetos. Me dedicar a pessoas e a mim mesmo.

Daqui não tem mais volta, pra frente é sem saber
Pequenos paraísos e riscos a correr

sexta-feira, abril 13, 2012

 "Afirmo que a Verdade é uma terra sem caminho. O homem não pode atingi-la por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo (…) Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente, através da observação. (…)"
Jiddu Krishnamurti

quarta-feira, março 28, 2012

Não procure outras pessoas no espelho

A aposta que faço é no talento, no trabalho, no senso de missão e na possiblidade de fracasso. Talvez, até, na necessidade do fracasso. Nestes tempo tão casuais, ninguém quer se comprometer com uma missão. Muito menos inventar, construir, sua própria missão. Fica um acordo tácito no ar, de que nada vale muito à pena. Falta de ambição virou um salvo conduto. É filminho pra lá, musiquinha pra cá, livrinho pra lá, piadinha pra todo lado. Acorrentados ao que temos para o momento, transcedência virou palavrão. Já que a vida é uma só, que seja só uma bobagem. Já que a queda é inevitável, que seja da menor altura possível. Uma boa desculpa pra rastejar.

Texto extraído do livro Mapas do Acaso, de Humberto Gessinger, pg 90.

quarta-feira, março 14, 2012

Há mais de mil destinos em cada esquina

      "Vivo como se não houvesse amanhã", "Só me arrependo do que não fiz". São frases muito comuns nos nossos dias. Destas que, de tanto ouvir, aceitamos sem pensar. Como música de elevador e papel de parede. Essa salada de autoajuda-histérica-consumista é o prato do dia. todos os dias. Viver como se não houvesse amanhã, as vezes, pode ser traduzido como: trocar de celular sem necessidade e pagar com cartão de crédito. Sem crédito.
      Imagine se todos os chineses, repentinamente, começassem a viver como se não houvesse amanhã. Queimaríamos o planeta. Ops, já estamos queimando! Só aumentaria a velocidade do fogo, do fim. Queimar o planeta uma geração antes ou depois, que diferença faz? Ops, uma geração é gente pra caramba! Uma pessoa já é gente pra caramba! Faz toda diferença do mundo.
      Gosto de deixar para Adriane e Clara as uvas mais maduras do cacho que está na geladeira. Gosto de viver como se houvesse muitoas amanhãs, muitas parreiras bem plantadas e bem cuidadas. Uvas para todos. nada começou ou terminará cmo a gente.

Texto extraído do livro Mapas do Acaso, de Humberto Gessinger, pg 11.

segunda-feira, março 05, 2012

Da janela

Bem, este post eh mais para testar o aplicativo do blogger para iPhone. Nao gostei da experiência de criar um post por aki. O teclado virtual limita a velocidade de digitação. Mas fica uma foto da minha vista.