terça-feira, setembro 25, 2012

Adeus Facebook



Porque estou fechando meu Facebook?

A quem diga que não ter um Facebook é considerado estranho, que hoje em dia chega a ser quase doentio não ter um. Há quem diga que se você não tem Facebook, esconde algo, ou que sua vida é tão “bagunçada” que seria impossível expô-la. Ainda, há quem diga que você pode ser um psicopata em potencial, tal como afirmou a publicação alemã da Der Taggspiegel. Existem pesquisas que dizem que o Facebook pode ser prejudicial a pessoas com baixa auto-estima, mas também há pesquisas que dizem que ter muitos amigos no facebook pode ocasionar baixa-autoestima (http://www.tecmundo.com.br/facebook/19720-por-que-voce-nao-deve-ter-mais-que-354-amigos-no-facebook.htm).

Bem, acredito que estas análises são umas putas superficialidades. Porque seria “antinatural” não estar conectado ou vigiado por essa massa online? Oras, quando não havia internet, as pessoas não eram menos sociais do que hoje, pelo contrário, acredito que até eram mais sociáveis. E entendo por ser social, não o número de conhecidos que você tem, e sim a relação que você mantém com eles (sendo bem simplista).
Não acredito que o fato de não possuir “vida virtual” signifique que a pessoa sofra de alguma psicose. E aproveitando o post da Deborah Klabin, faço das palavras dela, as minhas:

“.... Mas no meio disso alguém resolveu achar que o que acontece numa plataforma fictícia é tão relevante quanto o que acontece ao vivo... O básico é que ainda gosto de me surpreender com o delicado processo de conhecer uma pessoa.
A escancaração de fatos absolutamente privados ou desinteressantes, como mudanças de trabalho, fins e inícios de namoros ou de amizades, músicas preferidas, livros preferidos –nunca lidos-, aquisições, vendas, furtos, dívidas, faturamentos e roubos, opções políticas, estéticas, gastronômicas e sexuais, não me interessam. Ou se me interessam, são fatos relativos a pessoas que posso ligar, encontrar e saber de tudo isso com alguma privacidade e bom senso.
E para o argumento mais ridículo e sem fundamento de que o Facebook é essencial para manter as conexões e contatos: Quem quer te encontrar de verdade, acha um jeito. Quem não quer, acha uma desculpa. Sempre foi assim e vai continuar sendo ...“””

Claro que o Facebook tem algo de bom. Por exemplo, encontrei pessoas que foram importantes para mim durante minha infância e adolescência, que há muito não tinha notícias. Divulgação de trabalhos em massa, etc. Realmente acho que profissionalmente, o Facebook adiciona algo, assim como o Twitter. No entanto, no que diz respeito à vida pessoal, não vejo motivos para continuar online.

Talvez eu esteja indo contra a maré, e sei que quem rema contra a maré tem que remar muito mais forte. Mas essas são minhas justificativas para estar deixando esta parte da minha “vida virtual” de lado. Não é porque que sou louco, fraco, ou escondo algo, é simplesmente porque quero viver mais o “real”.
Goodbye Stranger!


Não terei facebook, mas ainda posso ser encontrado:
MSN: leofisicaufsc@hotmail.com

Hoje, é muito fácil mandar a tropa atacar, da tela do computador, com a coragem que a distância dá. (Coração Blindado – Enghaw)

sexta-feira, setembro 14, 2012

A descortesia do silêncio

Há algum tempo li a seguinte frase de Nietzsche:

"A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o
silêncio"


Antes de ter conhecimento desta frase, por Nietzsche, eu já havia me deparado com esta
atitude. Em geral, era a atitude que eu tinha, e confesso que algumas vezes ainda tenho.

Quem me levou a refletir sobre isto foi minha namorada, numa de nossas DR =). E
pensando mais profundamente sobre esta maneira de agir, concordo que em algumas
situações, o silencio pode ser a grosseria mor.

Segundo Percy, na sua reflexão em torno da frase de Nietzsche, esta atitude é um
comportamento infantil, porém muito mais comum do que se imagina. Ele expõe o
seguinte exemplo:

"""A está chateado com B e parou de falar com B desde que este se esqueceu de
lhe dar os parabéns pelo aniversário. A deveria ter dito: “Você não sabe que dia
foi ontem?”, mas, como ficou magoado com a falta de atenção do amigo – que, na
realidade, foi apenas um esquecimento –, resolveu pagar na mesma moeda: o silêncio.
B acabou se chateando com A, que de uma hora para outra deixou de atender seus
telefonemas e,quando conseguiram se falar, não se mostrou nada gentil. """


Ainda de acordo com Percy, a falta de comunicação também está na origem de muitos
conflitos vividos no ambiente de trabalho. Eu vou um pouco além, digo que a falta de
comunicação esta na origem de muitos outros tipos de conflitos, e de modo geral, em
cada vertente do cotidiano.

Então fica a dica: “é melhor expressar nossos sentimentos – mesmo sem encontrar
as palavras adequadas – do que ofender com o silêncio.”
– Afinal, questões não
esclarecidas podem nos levar a erros de julgamentos.

Referência: Allan Percy - Nietzsche para estressados.